Na hora do boom

Na hora do boom

Mesmo depois de ler algumas matérias dizendo que o show do Muse apresentado no Brasil estava mais para algo pequeno do que para um show real – comparando com o que podemos ver no último DVD da banda -, eu ainda estou empolgado. Um som contagiante, uma galera afim de curtir, entre outros detalhes.

Mas vamos do começo. O show teve abertura de Jay Vaquer, que me surpreendeu ao vivo. Eu já o conhecia de alguns clipes na MTV. Honestamente achei que poderia ser pior, mas ele tem uma boa presença de palco e a banda estava muito afiada. Foi uma escolha interessante, mesmo com grande parte da galera não curtindo o naipe do cantor.

Agora o Muse. Produção excelente, luzes, tudo no tempo certo. A banda estava com vontade de tocar e a galera com vontade de ouvir. Eu não consegui olhar pra trás – para me certificar se estava lotado -, mas o local parecia estar cheio. Os caras realmente têm uma pegada maravilhosa ao vivo, tocam com perfeição e entrosamento. Houve só um momento depois da primeira hora de show que o som deu uma saturada, mas nada que pudesse atrapalhar a avaliação final.

Logo de cara mandaram três músicas que fizeram surgir uma onda humana em direção a frente do palco. Eu estava com uma máquina fotográfica, e os meus óculos. Diga-se, jamais vá a um show com ingresso de pista com seus óculos.

A vibe da galera era muito boa. A excursão com a qual eu fui também tinha pessoas muito interessantes que enriqueceram a minha experiência. Foi a primeira vez que eu pude encontrar mais de duas pessoas que realmente conhecessem a banda em um mesmo lugar.

 Ainda enquanto esperava a hora de entrar no HSBC - qualquer coisa – pude dar uma olhada nos mais diversos estilos presentes. Desde mauricinhos, indies, emos e deslocados.

Uma experiência que valeu cada minuto de suor e cada músculo dolorido depois do show. Eu só concluí que preciso vê-los novamente e o quanto antes. Agora é hora de aguardar a próxima missão; Justice aí vou eu.

Logo de cara mandaram três músicas que fizeram surgir uma onda humana em direção a frente do palco. Eu estava com uma máquina fotográfica, e os meus óculos. Diga-se, jamais vá a um show com ingresso de pista com seus óculos.

A vibe da galera era muito boa. A excursão com a qual eu fui também tinha pessoas muito interessantes que enriqueceram a minha experiência. Foi a primeira vez que eu pude encontrar mais de duas pessoas que realmente conhecessem a banda em um mesmo lugar.

 Ainda enquanto esperava a hora de entrar no HSBC - qualquer coisa – pude dar uma olhada nos mais diversos estilos presentes. Desde mauricinhos, indies, emos e deslocados.

Uma experiência que valeu cada minuto de suor e cada músculo dolorido depois do show. Eu só concluí que preciso vê-los novamente e o quanto antes. Agora é hora de aguardar a próxima missão; Justice aí vou eu.

 

P.S. Tenho que agradecer ao Marcus que me emprestou umas pilhas que salvaram minhas fotos, já que as minhas acabaram alguns minutos antes do final do show. 

Estou em uma cidade no interior de Santa Catarina a três horas e meia de carro de Florianópolis. Uma cidade com cara de grande, mas que não tem mais que 250 mil habitantes. Uma cidade de porte médio. Quando você diz isso você imagina tudo tranqüilo, uma cidade normal. Aí que você se engana.

Aqui, como em Florianópolis, as pessoas começam a abrir ruas em qualquer lugar. Terrenos particulares, sítios nos arredores da cidade e por aí vai. Só que aqui existe um diferencial em relação a Floripa, o correio não chega em várias partes da cidade. Sem contar que existem ruas que ainda não tem nem CEP, ou que as pessoas buscam as cartas nas agências dos correios. Ou melhor, elas passam o endereço assim.

Rua Tal, sem número ao lado do antigo restaurante chinês.

Pensa comigo como isso é estranho. Mas as peculiaridades da cidade ainda não acabaram. Em uma semana na cidade presenciei somente um dia de sol. Coisa bizarra. Ainda não consegui lavar a minha roupa. Vocês não imaginam quantas vezes eu já fui à lavanderia e eu que sempre dizia que não gastaria dinheiro com essas coisas. Vida interessante.

Mas o mais engraçado desse lugar é que as pessoas, principalmente as mais novas, vivem em um mundo de 40 anos atrás. Existem mulheres de 87 casadas e com filhos. Não é uma coisa estranha? Eu fiquei perplexo. Conversando com uma moça, que trabalha no mesmo local que estamos agora, ela contou uma história muito louca.Os pais dela são evangélicos e quando ela começou a namorar o pai dela avisou:

- Se você fizer alguma coisa antes de casar, eu não pago a sua festa de casamento.

E ela, depois de um ano de namoro, resolveu casar, pois estava com os hormônios à flor da pele e queria muito casar de branco.É a vida.

Cidadezinha estranha. Os caras copiaram a idéia do transporte de Curitiba, mas com alguns percalços. Os pontos para os ônibus mais altos, que têm as portas no mesmo nível da entrada, não possuem cobrador. Então, os caras precisam que as pessoas paguem a passagem ao entrar. O espaço para que as pessoas entrem é pequeno, dessa forma o transporte não ganha no dinamismo e ainda os caras mantém uma mistura de algo que funciona com algo que não funciona. A coisa boa disso tudo é a facilidade de embarque para portadores de deficiência física, já que as portas estão no nível do ponto.

Ainda não vi nenhum local turístico por aqui, mas na verdade eu ainda não tive tempo de passear para conhecer a cidade e ver o que ela tem de bom. Preciso pegar uma folga em um domingo, acordar cedo e sair por aí sem hora para voltar. Ver se encontro os lugares bons que devem existir por aqui.

Outro detalhe, eu nunca pensei que teria que assistir a um mesmo filme duas vezes por dia tantas vezes. Na casa que estou morando com os amigos de trabalho todos gostam de filmes  “dublados”. Eu sei que isso parece estranho, já que todos têm idades parecidas, mas é a mais pura realidade. Como a maioria vence, eu tento não ser chato e forçá-los a assistir filmes legendados. Mas para fazer um social eu permaneço na sala e assisto ao filme dublado e depois legendado. Dá para acreditar? Na verdade nem eu acredito, mas é a vida. É muito estranho quando você sai de um habitat onde todos gostam de cinema e entendem a necessidade de assistir ao filme em sua língua pátria para que haja a real compreensão do que o ator e o diretor quiseram passar, para um local onde bradam frases assim:

- Moramos no Brasil então temos que assistir os filmes em português.

Fazer o que? O importante é que existe a possibilidade de assistir ao filme depois sem interrupções e com tranqüilidade para analisar todos os detalhes que me interessam.

Bem, para um texto que tinha como principal fundamento falar sobre a cidade de Criciúma em Santa Catarina – uma fazenda que tem prédios – e termina falando sobre cinema, até que não foi mau negócio. Se algo novo aparecer por essa cidade eu conto pra vocês, seja para o bem ou para o mal.

Acabo de assistir Grind House – Death Proof e, enfim, entendi porque o “Tarantela” é fodão. Ele recriou a estética dos filmes de terror da década de oitenta, misturando um ator tiozão – Kurt Russel – e atrizes novas. Colocou tudo com temas atuais, nada de recriação de cenários que lembrassem a década de oitenta, uma trilha sonora misturada – mas como sempre com o forte em músicas dos sessenta e setenta -, mas o que mais chama a atenção são os diálogos escritos sob medida para dar uma dose de sarcasmo e comédia a película.

Primeiro, de onde ele tirou aquela Zoe, meu eu acho que me apaixonei pelo estilo dela. Talvez por que ela não estava interpretando ninguém. Por isso ela deve ter se sentido muito à vontade no set. Decidi que o sotaque neozelandês é o que eu quero falar, achei aquilo o auge da coca litro.

Kurt Russel está impagável em seu papel do mal. Não sei de onde vem tanta inventividade desse diretor, mas é incrível como ele consegue deixar um filme de quase duas horas, com ação que não corresponde a dois quintos, tão interessante e vibrante. É claro que demora um pouco até entender o que ele quer passar com a história, mas depois que o mote foi passado, tudo fica perfeito.

Um detalhe importante é que Quentin Tarantino, dessa vez, não abusou da violência como em outros filmes. Ele conseguiu dar a algumas cenas uma crueza muito boa – como quando a perna de uma das meninas voa pela janela do carro, ou o carro derrapa sobre o rosto de uma delas -, mas deixou a maior parte do filme com diálogos rápidos e informais. O que deu o tom de originalidade a mistura do filme.

Uma dica – que eu não preciso dar, mas vale lembrar – filme para se assistir legendado. As sacadas, os sotaques; tudo enriquece cada personagem. Se a pessoa não for acostumada a assistir filme com legendas treine um pouco, pois as conversas estão em uma velocidade super acelerada. Ou seja, normal para a moçada americana.

Quanto aos detalhes técnicos, Tarantino inseriu uns cortes um pouco estranhos, mas que depois dos primeiros cinco minutos é fácil acompanhar. Isso também deve ser para relembrar a estética oitentista. A fotografia é interessante, a idéia do filme é diferente e mostra que, mesmo com as críticas que e o diretor sofreu por patrocinar um filme como o Albergue, Tarantino conseguiu manter a mente aberta a experimentar coisas que só ele pode fazer.

Eu não tenho nada mais para destacar de momento, só digo:

- Assistam esse filme, pois é, com certeza, um filme empolgante pelos diálogos naturais, pela história – até certo ponto -  surreal e por ter uma parte rodado em Austin, onde anualmente acontece um dos grandes festivais americanos de rock.

Um detalhe importante, eu escrevi esse texto imediatamente após assistir o filme, por isso toda essa empolgação.

 

Tenho lido bastante ultimamente, graças ao meu novo emprego. E esses dias enquanto folheava uma Revista da Semana li uma matéria a respeito do acordo ortográfico da língua portuguesa. Após ler o texto, escrito por Duarte Afonso – romancista português – comecei a me questionar se vale a pena toda essa fuzarca que os caras estão fazendo só por causa de algumas mudanças estilísticas que visam, enfim, dar uma cara mais “tranquilizadora” para o nosso idioma pátrio.

Quem me conhece bem, sabe que eu não morro de amores pelo português e isso se deve a diversos fatores que não convém mencionar agora. Nesse texto, publicado no Jornal da Madeira em Portugal, nosso amigo Afonso afirma que a idéia de “que a união ortográfica fortalecerá a língua portuguesa no cenário internacional é uma utopia e uma mentira”.

Na seqüência ele mostra que toda a sua ira não se trata de nada além de um bairrismo lusitano, pois na seqüência Afonso afirma que o acordo irá desfigurar a escrita do lado português enquanto “o aproveitamento geopolítico do Brasil irá contribuir para mutilar o português e torná-la mais frágil”.

Acho importante destacar que mesmo com as mazelas que o Brasil carrega intrínsecas em seu DNA, o maior motivo do português ser conhecido hoje em algumas partes do mundo é por causa do Brasil e ponto final. Afinal, as pessoas sabem que Portugal fala português por que o nome do país lembra isso, certo?

Fica ainda mais claro o bairrismo que predomina nessa história quando o romancista cita um dado veículado em notícia da rede de TV portuguesa RTP:

“O que muda com o acordo ortográfico. Em cada mil palavras, os brasileiros alteram a forma de escrever de cinco. Portugal cede mais; dezasseis palavras em cada mil mudam na ortografia”. Lembrando que esse “dezasseis” pertence a maneira portuguesa de escrita.

Um outro dado que podemos constatar com isso é o envelhecimento do português de Portugal, a não adaptação as mudanças necessárias para que a população possa assimilar de uma maneira mais interativa e interessante. Esse, na minha opinião, é o maior problema da nossa língua, pois o quê adianta termos uma língua sisuda, dura e que as pessoas não falam nas ruas?

Após ler esse texto, fica claro que não é só no Brasil que existem pessoas orgulhando-se de escrever perfeitamente e de maneira tão “interessante” que mais da metade das pessoas, que estão fora daquele circuito, não conseguem compreender ao menos 50% das idéias expressas pelas palavras que esses tentam escrever. Fazer o quê se a idéia do mundo é simplificar, mas alguns querem que as coisas continuem ainda mais complicadas.

Um outro dado importante, acredito que mais da metade dos locais que ensinam português no mundo devem ensinar o português brasileiro, certo? Então por que não quebrar algumas barreiras impostas por um mesmo idioma que envelhece e não acompanha as mudanças dos povos que o utilizam?

Próximo ao final do texto Afonso questiona, “por que é que não se adoptou a essas palavras só a nossa grafia” (de Portugal). Isso me deixa muito espantado e mostra como algumas pessoas só conseguem olhar para o próprio umbigo. Diga-se que a palavra acordo diz respeito a algo interessante para os dois envolvidos, pois alguém poderia me explicar por qual motivo seria alterado o português do Brasil que 190 milhões de pessoas falam em detrimento de 11 milhões de portugueses? Nessas horas eu penso qual será o porquê dos DVD´s gringos virem com lengedas em “Brazilian Portuguese” e não português de Portugal?

Com certeza não posso apoiar todas as mudanças, já que algumas palavras ficarão um pouco estranhas em relação ao que escrevemos hoje. Mas se isso irá fazer com que as populações que estão tão próximas por causa de línguas parecidas possam se entender melhor, assim deve ser feito.

Abaixo seguem algumas mudanças do acordo

No Brasil

Cai o acento agudo de palavras terminadas em “eia” e “oia”, como idéia e jibóia.

Cai o acento diferencial de palavras como pára (verbo) e para (preposição).

O trema é extinto – Diga-se que uma galera já não usava mais o trema, mas por convenção de alguns meios de comunicação ele voltou à ativa e agora vai embora para sempre - .

Cai o acento circunflexo de palavras como enjôo, vôo e lêem.

As letras “k”, “w” e “y” são incorporadas ao alfabeto. – Taí uma coisa que eu já estudava desde o início da década de noventa e só agora os caras resolveram incorporar. Mais uma mostra da “moderneza” do português atual.

O hífen não será mais usado quando o segundo elemento de uma palavra começar em “r” ou “s”: contra-regra vira contrarregra; ou quando a vogal final do primeiro elemento for diferente da vogal inicial do segundo: auto-estrada vira autoestrada. – Isso ficou meio estranho, mas fazer o quê?

Caso você queira ver as mudanças para Portugal dê uma procuradinha na Net, pois eu cansei de digitar. E a propósito; qual a sua opinião sobre esse assunto?

Um adendo referente ao tema, o jornal Inglês The Independent noticiou há alguns dias que em Portugal três quartos das palavras serão “simplificadas”.

“A medida é uma resposta a interesses comerciais – e um golpe no orgulho nacional da ex-potência imperial”. O mais interessante é que ficou claro os contornos políticos da aceitação do parlamento português a essas mudanças, pois em certa parte do texto diz que o mercado editoria irá lucrar bastante e o governo de Lisboa espera que o português seja adotado pela ONU como um dos idiomas oficiais da organização.

 

Informações cooptadas da Revista da Semana de 26 de maio de 2008. Ano 2 Ed.38 Editora Abril.

A favor da CSS

Maio 30, 2008

Bem, quem me conhece sabe que esse texto poderia ser a respeito de uma das bandas brasileiras mais hypadas na gringa atualmente e que está próximo de lançar o seu novo CD – Cansei de Ser Sexy -. Só poderia. Como pode ser visto em meus últimos anos de escrita em meus blogs, já faz um tempo que eu não falo nada sobre política. Não que esteja tudo 100%, mas com certeza está melhor do que era antes e somente pessoas com uma insensibilidade latente podem dizer o contrário do que acabo de afirmar.

 

Deixando de enrolação, vamos ao que interessa. Quem acompanhou o noticiário nesses últimos dias está ligado que existe uma movimentação no congresso para que exista a volta da CPMF, mas, no entanto, com outra nomenclatura. CSS – Contribuição Social para a Saúde.

 

Por que eu sou a favor de mais um imposto que “irá onerar a economia da população brasileira”? Porque é algo simples, e que nenhum jornalista fanfarrão teve a pachorra de explicar essa medida por outro viés a não ser pelo aumento de arrecadação do governo, que enfim conseguiu segurar uma parcela do Superávit no caixa.

 

Vou tentar explicar isso para vocês de uma maneira simples e direta. Esse novo imposto irá cobrar 0,10% de todas as movimentações financeiras realizadas no Brasil. Agora eu pergunto a você, quantos milhões de reais você movimenta na sua conta para que essa porcentagem ínfima “arregace” com o seu bolso? Com certeza não são muitos.

 

Outro detalhe importante, esse imposto só será cobrado de pessoas que recebem mais de R$ 3.038 por mês. Então meu amigo, pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois nesse imposto a maioria da população brasileira não está incluisa. E é bem provável que você também não. Olha só, ao menos metade da população nacional está fora da camada dos “colaboradores”, só com um exemplo básico e agora vou contar um super-segredo que os jornalistinhas furrecas ainda não te contaram. Você sabe qual é uma das principais funções desse imposto e o porquê de tanta gente grande ser contra?

 

Não?!

 

É por que esse imposto tem como uma de suas principais funções, registrar todas as grandes movimentações financeiras que são realizadas no país e gerar um controle maior da Receita Federal sobre lavagem de dinheiro, sonegação de impostos entre outras coisas. Como a CPMF já estava sendo usada antes de ser culpada como o arregaço brasileiro. Pois como me disseram esses dias:

 

- Uma hora ou outra o dinheiro tem que ir para o banco.

 

Agora eu lhe pergunto, brasileiro de inteligência mediana e polegar opositor, alguém já havia dito isso pra você? Você por acaso sabia por que apoiava aquele monte de gente rica na cruzada contra os impostos – CPMF –? Não, com certeza.

 

Então, faça um favor pra mim, antes de sair defendendo qualquer bandeira “pirata” que o seu chefe e o seu partidinho medíocre levantam, dê uma olhada nas circunstâncias e após colocar tudo no papel – e ser iluminado em meio a essa hipocrisia que domina a nossa nação – você então escolhe de que lado está.

Do lado de quem trabalha como você e nada irá sofrer com esse imposto ou, junto aos magnatas que fazem de você um capacho imbecil e direciona a sua verborréia para qualquer lado desde que você acredite no que te engana. Acho que era isso que eu tinha para falar hoje.

 

P.S Detalhe, eu tenho um blog de política no qual há muito não escrevo nada por ter diversos compromissos. Mas gostaria muito de expor minhas idéias a respeito dessa questão nefasta para os jovens e adultos desse país. E claro, pra mim. No momento procuro por pessoas com discursos interessante, com capacidade para reavaliar seus conceitos e de fazer com que eu reavalie os meus. Não importa o seu partido, credo ou cor. O importante é não ser um babaca que acredita que tudo que escreve é verdade. E esteja disposto a versar sobre essas coisas que tanto nos incomodam, buscando um viés crítico e impar mediante essa mesmice diária de comentários realizados por um bando de profissionais de mídia senis e canastrões. Abraço e aguardo contato.

Lages uma cidade do interior que surpreende pela vitalidade da passagem de turistas nessa época do ano. No momento da festa do Pinhão. Eu, honestamente, nunca havia ouvido falar dessa festa, mas parece que esse é o acontecimento da região serrana de Santa Catarina. Eu fiquei tão empolgado com o acontecimento que não fui um dia à festa para ver o que é essa movimentação intensa de pessoas.

 

Bem, isso é praticamente uma falta minha, pois a idéia é conhecer novos lugares, pessoas e costumes. Mas a minha preguiça e o trabalho intenso me deixaram só com a alternativa de descansar e ler. Valeu a pena, mas eu acabei não experimentando as mais diversas oportunidades que lá existiam.

 

Alguém aqui já ouviu falar da “Paçoca de pinhão”? Quando você fala em paçoca automaticamente vem a idéia de algo doce, misturado com amendoim e todos esses detalhes conhecido. Mas lá a idéia é outra. Você mistura pinhão com carne de frango ou boi e come que é uma beleza. Me ofereceram um “teco”, eu experimentei, mas não foi tão gostoso. Na verdade deveria comer uma porção inteira para realmente passar minhas impressões a respeito, mas é a vida.

Sem contar que eles têm um prato com um nome ótimo “Entrevero”. Imaginem uma mistura de bacon, carne bovina, suína, de frango e outras especiarias com pinhão. Dizem que tem um sabor interessante, mas eu não tive oportunidade de provar, por causa do preço e da vontade.

 

Sobre a cidade, como eu já havia destacado no post anterior, existe um número bizarro de fumantes. Fazendo uma análise na base do olho posso dizer que a média de fumantes lá é de uma para quatro pessoas. Diga-se que lá as pessoas ainda podem fumar no andar térreo do shopping. Isso é estranho. Sem contar que parece que existe uma caldeira gigante que queima madeira o dia todo e qualquer saída de casa para rua você acaba adquirindo o cheiro de fumaça nas roupas que é uma beleza.

 

No mais, a cidade tem alguns pontos históricos que eu não fui visitar, mas pude vê-los em alguns momentos. Uma cidade peculiarmente bonita e hospitaleira, já que fiquei por alguns dias na casa de uma senhora muito educada e tranqüila que nos recebeu de maneira muito cordial. Parecia uma mãezona. Foi bem aproveitado esse período, sem contar que o trabalho também foi bem proveitoso.

 

Acho que é isso. O mais legal é que em breve esse meu espaço irá contar com imagens o que torna tudo ainda mais interessante para quem lê. Espero que vocês gostem. Vou ali e já volto.  

Depois de tanto tempo

Maio 20, 2008

Nossa, agora meus posts se tornaram sazonais. Tudo o que eu não queria. Mas fazer o que?

A última vez que estive aqui estava bem bravo e triste, mas muita coisa mudou desde então. Recebi vários comentários que me deixaram muito feliz e assim estou aqui de volta. Sei que tenho um texto sobre o Speed Racer para escrever, mas estou com uma preguiça meio grande agora. Na semana que vem volto a postar com regularidade.

Hoje eu só entrei para agradacer as pessoas que lêem o que eu escrevo e escrevem pra mim de volta. Isso realmente me deixa feliz. Abraço a todos e volto com novidades sobre uma cidade fria onde você pode fumar dentro de um shopping e quando você anda na rua volta pra casa cheirando queimado. Ui.

 

Abraço aos meus amigos sempre presentes.

Hoje eu senti falta

Maio 2, 2008

Depois de muito tempo sem escrever; aqui estou eu!

Sentindo vontade de gritar, falta das pessoas, de pessoas. É incrivel como temos tantos amigos, mas quando mudamos de lugar as coisas ficam um pouco complicadas. Eu conheço tanta gente boa por aqui, tantas pessoas legais para conversar, mas nada que supere o elo que criei na minha antiga cidade. Sinto falta de todos.

Queria conversar com alguém sem me importar com a etiqueta, queria um colo pra deitar, alguém pra abraçar sem importar o motivo. Meu Deus, o que eu estou querendo? Tudo parece tão simples, mas destoado da vida que eu montei pra mim. Não estou só, mas também não estou acompanhado. As conversas acontecem quase que como uma necessidade de comunicação, mas não ao léo como poderia ser, como são as conversas entre amigos. Fiquei cansado.

Sei que por muitas vezes ressaltei o quanto é bom confiar nas pessoas. Mas ontem depois de ir a antiga casa onde morava para recuperar minhas coisas e me dizerem que levaram tudo que eu havia deixado me deixou enfurecido. Não pelo valor, mas pelo simbolo. Eram cd´s importantes pra mim, revistas importantes pra mim, um par de tênis importante pra mim. E agora? Eu estou com raiva e abatido por causa dessas coisas que sempre nos avisam que irão acontecer, mas nós nunca esperamos que pessoas que vivem tão próximas podem fazer alguma coisa tão idiota como roubar uma caneca de porcelana de quatro reais.

Só estou desapontado. Só isso. Queria dar muito soco na cara, mas eu nem sou violento. Então guardo essa raiva pra mim, acordo com dores nas costas de tanta tenção e sinto a falta de conversar com pessoas que me conhecem e podem me acalmar quando eu estou desse jeito. Apesar que eu não me recordo de ficar tão puto com alguma coisa há muito tempo. QUE FODA!

Eu quero só um colo pra deitar e esquecer das merdas que as pessoas fazem para não sairem prejudicadas. Me deixem dormir, pois eu estou cansado da realidade mesquinha e hipócrita a qual fui submetido. Saudades.

Não existem manés na ilha. Depois de todo esse tempo - até parece muito, dois meses – só encontrei dois. Mas o mais engraçado são os comentários feitos pelos imigrantes de que em várias matérias ou panfletos informativos consta a informação:

“Os nativos da ilha são chamados carinhosamente de manés”.

Corre a boca pequena que só eles pra gostarem de ser chamados de mané. A respeito disso eu não irei me pronunciar com veemência. Somente uma frase dita pelo grande pensador Bezerra da Silva: 

- Malandro é malandro e mané é mane. 

Bem, nesse período perdido pelo Estado das praias eu ainda pude comprovar uma teoria sobre os gaúchos. Eles realmente acreditam que o Rio Grande do Sul é o melhor estado do Brasil e ponto final. Tá certo é sempre bom acreditar no lugar onde você nasceu e foi criado, mas a ponto de ser chato, aí não dá. A maioria fala como se mais nenhum lugar fosse bom. Existe um pouco de fascismo provindo deles e é pura verdade. Nem todos são assim, mas pela experiência que eu pude ter grande parte tem a mente “dominada” pelo seu rincão querido.  

Um exemplo é a utilização do tal do cartão Banrisul. É muito interessante pensarmos que todos os juros que pagamos pela utilização de um cartão é revertido para o nosso estado, mas a ponto de dizer isso para um vendedor?! Quando você pergunta para um gaúcho se ele usa cartão de crédito ele olha com um olhar cínico e diz: 

- Eu só uso o Banricompras. Tenho que gerar lucro para o meu estado. 

Pelo amor de Deus, quem mais no mundo diria uma coisas dessas? 

A parte boa do convívio com a nação sulista é que eles têm significados diferentes para as comidas.

Guisado = Carne Moída. Azeite = Óleo de Cozinha  

Sem contar uma expressão que eles dizem que eu acho muito boa, “Ajorjado” que significa morgado, preguiçoso. 

Um outro detalhe muito interessante é o naipe peculiar dos manés. Por que sempre me disseram que os caras não gostam de trabalhar e aquela coisa toda, mas eu não botava tanta fé. No entanto depois de conviver com alguns nativos pude verificar que é verdade. Não que 100% seja preguiçoso, mas o atendimento de um nativo – em alguns lugares – beira o francês. Não que isso seja bom. Pra quem não sabe, na França, mais precisamente em Paris, o vendedor tem sempre razão. Então sintam o drama da nossa França brasileira. Sem contar que os atendentes parecem estar fazendo um favor pra você. Bizarro. Não posso deixar de falar de como os nativos fazem dinheiro. Eles constroem suas casas “mané-style” – eu já explico o que é isso – e ganham uma boa grana na temporada alugando-as. Mas após a temporada o que eles fazem? Não trabalham. Ficam gastando o “lucro” da temporada. Isso não é estranho. Por isso, dizem os que moram ali há mais tempo, os caras não desenvolvem, pois pensam pequeno. Engraçado como a cultura de cada lugar é diferente e por isso as portas estão abertas para os paulistas e rio-grandenses que se candidatem a trabalhar por ali.

Agora vou explicar o  que é o “Mané-Style”, os caras são cheios de peculiaridades, não é engraçado? Como eu falei anteriormente, eles constroem as casas para tirar dali o sustento do ano todo, mas como eles parecem deixar tudo para a última hora foi desenvolvido uma nova engenharia para construção de casas.

Vou citar dois casos comprovados dessa nova vertente. 

O primeiro aconteceu na casa que eu morava anteriormente. A casa era até bem acabada, bem construída, mas não pôde ficar sem a marca da ilha. Na área de serviço existia uma torneira que ficava uns 70cm distante do tanque de lavar roupas, então o que nós tínhamos que fazer? Tínhamos que colocar uma mangueira para conseguir lavar roupa, só que a mangueira que existia na casa também era uma “beleza”. Então sentiram o drama. 

O segundo caso é muito melhor. Dois amigos moravam em uma casa na parte sul da ilha. Era tranqüilo, tirando que as fiações eram expostas, o banheiro não tinha porta e outras coisinhas mínimas. Mas um dia a coisa ficou feia. Choveu bastante na ilha e vários lugares ficaram alagados; inclusive a casa desses dois amigos.

Então eles resolveram reclamar com a proprietária e ela então disse para eles:

- Mas quase toda Florianópolis está alagada!

E os amigos humildemente responderam:

- Nós sabemos disso, mas é que a parte da casa que nós moramos fica no segundo andar. 

E mesmo assim a senhora tentou argumentar com eles. Então imagine vocês o que não foi feito para que existisse a possibilidade de alagar o segundo andar de uma casa. 

Pra fechar esse mega-post, uma estatística que minha namorada me passou esses dias.

Um professor dela afirmou que consta em pesquisas federais que o estado do Rio Grande do Sul é o maior consumidor de drogas - Maconha - do Brasil. E olha que eu estou quase endossando essa estatística, hehe. E pensem comigo que o famoso Rio Grande fica a frente de Rio e São Paulo. Mais um motivo de orgulho para os gaúchos. 

Nada pessoal. 

P.S. Todas as frases e opiniões escritas nesse blog não representam realmente os pensamentos de seu proprietário. Esta é uma obra de ficção e qualquer nome ou fato parecido com a sua realidade será mera coincidência. 

 Eu sou um desses caras legais perdidos em um lugar que todos conhecem. Menos eu.

Estou perdido de mim mesmo, quase deixando meus objetivos escorrerem pelos dedos por causa da facilidade de sair de um caminho pré-determinado e só deixar que as coisas aconteçam.

Essa semana foi diferente, senti uma puta vontade de abraçar as pessoas. Estranho né? Isso que eu estou no Brasil ainda. Imaginem quando estiver morando fora daqui?

Sei lá, é como se eu precisasse de contato real e incondicional com as pessoas. Só isso. Eu acho? De repente me vi perdido em um emaranhado de sentimentos que me deixam sem norte e soterram minhas metas distantes.

Eu sei que eu preciso ver o que eu quero todo dia, pois isso traz à tona a minha vida. Os meus sonhos que poucas pessoas conhecem. No final, eu acho que me senti perdido. Sozinho, mesmo convivendo com muita gente. Um aperto no peito com uma música bonita.  A vontade de conhecer outros lugares além desse.

Não importa o dinheiro e sim as experiências. Ainda bem que a caneta e o papel estavam próximos, pois assim me reencontrei e pude ler o que eu realmente quero.

Liberdade para desejar, conseguir e desejar de novo.

Saudades que movem o tempo, as montanhas e o espaço onde vivo.

P.S. Essa semana eu assist dois filmes interessantes. Juno e Rambo IV. À propósito eu já deixei minhas impressões sobre o último filme do Sly lá no meu blog de cinema. Dêem uma passadinha e confiram.